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Celebração das Exéquias

18,00 €
Com IVA

Ritual Romano

Formato: 155X220 mm

360 páginas

ISBN 978-989-8877-79-6

Reimpressão emendada: dezembro 2020

Disponível em capa dura ou capa integral (imitação couro)

Esgotada a anterior edição da Celebração das Exéquias, distribuída pela Editorial Apostolado da Oração, procedeu-se a uma cuidada revisão para responder aos novos desafios pastorais, sobretudo nos casos de cremação do cadáver. 

É um ritual de difícil elaboração porque cada celebração é um caso único. Porém, com a ajuda dos párocos a quem recorremos pela sua grande experiência nestas celebrações, conseguimos um ritual simples e com muitas variantes. Assim, o ritual apresenta celebrações de exéquias para adultos e para crianças em três situações: na casa do defunto ou na casa mortuária, na igreja e no cemitério. A celebração das exéquias no caso de cremação do cadáver apresenta duas hipóteses: exéquias na igreja depois da cremação do cadáver e exéquias com o corpo do defunto na sala crematória. Os textos das saudações iniciais e da encomendação foram revistas e aumentadas para responder a situações mais comuns. Foram previstas as situações do género masculino e feminino e algumas revisões de palavras e expressões.

Este ritual não dispensa uma análise pessoal e as devidas anotações. 

Informamos que este ritual é apresentado em dois modelos: o tradicional em capa dura e um outro com capa mais resistente (capa flexível) e à prova da humidade, própria desta celebração.

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APRESENTAÇÃO

 

A Liturgia cristã das exéquias é uma celebração do mistério pascal de Cristo. De facto, os cristãos confessam, na fé e na esperança, a sua última páscoa, ao dizerem no Credo: «espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir»[1]. A própria Liturgia o afirma solenemente: «N’Ele brilhou para nós a esperança da feliz ressurreição e, se a certeza da morte nos entristece, conforta-nos a promessa da imortalidade. Para os que creem em Vós, Senhor, a vida não acaba, apenas se transforma e, desfeita a morada deste exílio terrestre, adquirimos no céu uma habitação eterna»[2].

O mais antigo ritual das exéquias é o Ordo Romanus XLIX, que se situa no final do século VII, mas cujos textos serão anteriores a esta data. Encontramos neste ritual o rito do viático e o rito da encomendação da alma. A celebração das exéquias era celebrada como a realização de um êxodo pascal.

A partir do século VIII, o ritual sublinha a visão dramática do juízo; e o medo caracteriza a atitude dos fiéis e de alguns textos litúrgicos. A celebração da Eucaristia passa a constituir o centro dos funerais, mas esta é considerada como sacrifício de expiação e de sufrágio pela alma dos defuntos.

O Ritual Romano de 1614 recolhe alguns elementos que exprimem confiança na Ressurreição e outros elementos que traduzem uma teologia mais pessimista.

A orientação da Reforma litúrgica para o rito das exéquias é dupla: «exprimir melhor o sentido pascal da morte cristã» e adaptar «mais o rito às condições e tradições das várias regiões, mesmo na cor litúrgica»[3].

O Ritual das Exéquias, tendo em conta as situações das diversas regiões, propõe alguns tipos de celebração para as exéquias cristãs, segundo três esquemas diferentes:

1. Em casa do defunto, na igreja e no cemitério com duas procissões: da casa do defunto para a igreja e da igreja para o cemitério. Este esquema compreende a celebração da Missa exequial na igreja;

2. Na capela do cemitério e junto da sepultura sem a celebração da Eucaristia;

3. Em casa do defunto.

 

Depois da celebração da Missa exequial costuma realizar-se o rito da última encomendação. Este é um rito que deve ser entendido não como uma purificação do defunto, mas como a última saudação dirigida pela comunidade cristã a um dos seus membros, antes de o corpo ser levado para a sepultura. O rito da encomendação é o adeus (ad Deum) ao defunto feito pela Igreja

O atual ritual das exéquias prevê também a celebração das exéquias no caso de cremação do cadáver, apesar de a Igreja preferir «que se conserve o costume tradicional de sepultar os corpos dos cristãos, porque com este gesto se imita melhor a sepultura do Senhor»[4].

A liturgia usa alguns sinais e símbolos para expressar o mistério da morte: a) o silêncio; b) o círio pascal; c) as velas; d) a aspersão com a água benta; e) a Bíblia; f) a Cruz; g) a cor litúrgica.

Segundo o conjunto do rito das exéquias: celebra-se o culto de Deus, que é o Deus dos vivos; salienta-se a centralidade do mistério pascal de Cristo; restabelece-se o sentido da comunidade cristã diante da morte, que é chamada a celebrar a própria fé pascal; restitui-se à morte o seu carácter humano e afirma-se o primado da pessoa humana.

Na verdade, a Liturgia da Igreja, na oração de sufrágio pelos defuntos, implora a vida eterna não só para os seus fiéis, mas também para todos os defuntos, cuja fé só Deus conheceu[5].

A Liturgia cristã das exéquias «é uma celebração do mistério pascal de Cristo»[6]. A centralidade do mistério de Cristo Ressuscitado é o traço decisivo de toda a liturgia cristã.

 

                             X José Manuel Garcia Cordeiro

     Bispo de Bragança-Miranda

Presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade

 

 

 

 



[1] Missal Romano, Símbolo Niceno-Constantinopolitano.

[2] Missal Romano, Prefácio dos Defuntos I.

[3] Sacrosanctum Concilium 81.

[4] Preliminares n. 149.

[5] «Lembrai-Vos também dos nossos irmãos que adormeceram na paz de Cristo e de todos os defuntos cuja fé só Vós conhecestes», in Missal Romano, Oração Eucarística IV, Comemoração dos Defuntos.

 

[6] Preliminares n. 1.

 

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