Introdução Geral ao Missal Romano 
  • Introdução Geral ao Missal Romano 

Instrução Geral do Missal Romano

6,00 €
Com IVA

De acordo com a 3ª edição típica (4ª edição de 2018)

Formato: 145X205 mm

240 páginas


ISBN 978-989-8877-14-7

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APRESENTAÇÃO

A terceira edição típica latina do Missal Romano, promulgada em 20 de Abril de 2000, foi publicada apenas no dia 18 de Março de 2002, seguindo-se à Editio typica altera de 1975 e ao Ordo missae de 5 de Abril de 1969. Aguardamos a sua publicação em língua portuguesa. Todavia, em 2003, já fora publicada pelo Secretariado Nacional de Liturgia a nova Instrução Geral do Missal Romano (IGMR), que reeditamos agora pela terceira vez.

A IGMR sofreu uma verdadeira reformulação, passando de 356 números da editio typica altera, para 399 números na sua edição típica actual, e articulando-se em nove capítulos, precedidos de um proémio. Trata-se de um autêntico documento litúrgico de formação teológica e pastoral e de acompanhamento para uma condigna celebração da Eucaristia.

Ao contrário dos outros livros litúrgicos, o Missal Romano e a Liturgia das Horas não têm praenotandae (preliminares), mas são precedidos de uma Instrução. Deste modo aparece mais claramente a sua função teológica, litúrgica, pastoral e espiritual.

Sendo finalidade desta Instrução «traçar as linhas gerais por que se há-de regular toda a celebração eucarística e expor as normas a que deverá obedecer cada uma das formas de celebração» (n. 21) e ainda «procurar que os presbíteros, diáconos e fiéis leigos compreendam sempre profundamente o genuíno sentido dos ritos e textos litúrgicos, e desse modo sejam levados à celebração activa e frutuosa da Eucaristia» (n. 22),publicamos novamente este texto em edição separada. Como anexo editam-se também as “Normas Gerais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário”, introduzidas pela Carta Apostólica Mysterii Paschalis celebrationem do Beato Papa Paulo VI.

Verifica-se, hoje, a necessidade de uma pastoral litúrgica que parta da mistagogia, acompanhando a comunidade cristã «por acções e palavras» (cf. SC 48), até ao centro do mistério pascal de Cristo, para que a celebração da Eucaristia, de modo especial ao Domingo, seja nobre na sua simplicidade, séria e bela. A celebração dos mistérios é em si mesma iniciação aos mistérios, isto é, a liturgia inicia ao mistério, celebrando o próprio mistério. Ao celebrá-lo, o mistério revela-se e dá-se a conhecer, como recordam os Padres da Igreja. Acerca do sacramento da Eucaristia, S. João Crisóstomo afirma: «Este mistério faz da terra o Céu».

Na verdade, a acção litúrgica deve ser celebrada de modo a permitir a cada um entrar no coração do mistério, para acolher a beleza do louvor da Igreja a Deus Trino, mediante a escuta da Palavra, a experiência do mistério (vida própria de Deus, o seu projecto salvífico) e a visão da glória (manifestação da Palavra ao olhar). A centralidade do mistério de Cristo, encarnado, morto, ressuscitado, traduz-se por “ritus et preces” cuidadosamente predispostos e usados de modo respeitoso e comprometido.

O coração da Liturgia é a Eucaristia e, por isso, São João Paulo II propôs: «estudar a fundo, em cada comunidade paroquial, a Instrução Geral do Missal Romano. O caminho privilegiado para ser introduzido no mistério da salvação, actuada nos “sinais” sagrados, continua a ser o de seguir com fidelidade o desenrolar do ano litúrgico. Os Pastores empenhem-se na catequese “mistagógica”, muito apreciada pelos Padres da Igreja, que ajuda a descobrir as valências dos gestos e das palavras da liturgia, ajudando os fiéis a passar dos sinais ao mistério e a implicar no mesmo toda a sua existência» (Mane Nobiscum Domine 17).

O Papa Francisco, nos finais de 2017 e inícios de 2018, pronunciou uma série de catequeses nas audiências gerais de quarta-feira sobre a celebração da Eucaristia, a partir da própria IGMR, fixando «o olhar no “coração” da Igreja, ou seja, na Eucaristia. Para nós cristãos, é fundamental compreender bem o valor e o significado da Santa Missa, a fim de viver cada vez mais plenamente a nossa relação com Deus».

A partir do conhecimento da IGMR, que é, em simultâneo, uma proposta doutrinal e uma norma disciplinar para a celebração eucarística, auguramos um digno e renovado estilo de celebração do sacramento dos sacramentos.

 

 

+José Manuel Garcia Cordeiro

Presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade